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Notícia · 2026

Vai ser obrigatório aceitar pagamentos eletrónicos?

O Banco de Portugal propôs obrigar as empresas a aceitarem pelo menos um meio de pagamento eletrónico. Aqui está o que está em cima da mesa, os prazos e o que deves fazer.

Atualizado em junho de 2026 · leitura de 4 min

Se ainda só aceitas dinheiro no teu negócio, há uma mudança a caminho que convém acompanhares. O Banco de Portugal incluiu, na sua Estratégia Nacional para os Pagamentos de Retalho 2030, a intenção de tornar obrigatório que as empresas aceitem pelo menos um instrumento de pagamento eletrónico, além do numerário.

O que está mesmo a ser proposto

A medida não obriga ninguém a deixar de aceitar dinheiro. O que se pretende é garantir que o consumidor tem sempre uma alternativa eletrónica disponível — seja cartão, MB WAY ou outro meio digital — em qualquer estabelecimento. Por outras palavras: passaria a não ser permitido um comércio aceitar apenas dinheiro.

Importante: esta obrigatoriedade ainda não está em vigor. Trata-se de uma proposta colocada em consulta pública até 28 de julho de 2026, e a sua entrada em vigor dependerá de alteração legislativa. Ou seja: a direção é clara, mas o calendário exato ainda não está fechado.

Porque é que isto está a acontecer

O uso de dinheiro físico tem vindo a cair e os pagamentos digitais não param de crescer em Portugal. O objetivo do regulador é adaptar as regras a esta realidade, reduzir a dependência do numerário e garantir que ninguém fica de fora por um comerciante não ter forma de aceitar um pagamento eletrónico.

O que muda para o teu negócio

Na prática, se a proposta avançar, qualquer empresa que receba pagamentos de clientes terá de ter, no mínimo, uma solução eletrónica ativa. As boas notícias:

O que deves fazer já

Não há motivo para pânico, mas há motivo para preparação. O passo mais inteligente é perceber qual a solução certa para o teu tipo de negócio e volume de vendas — porque o terminal ideal para um café à esquina não é o mesmo que para uma loja online ou para quem vende em feiras.

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Conteúdo informativo. Não substitui aconselhamento jurídico ou financeiro. A informação sobre a proposta do Banco de Portugal reflete o estado em junho de 2026 e pode ser atualizada.